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A educação através da experiência
A mostra é, sem dúvida, um instrumento extremamente eficaz na educação sobre a tolerância e o respeito, sobre a deficiência e sobre os sentidos. Mas o escuro é também um facilitador na comunicação social, nas relações de hierarquia dentro de um grupo e na quebra de preconceitos ligados à visão de uma forma geral.
Ocorre uma revalorização de conceitos e julgamentos.
Ficou provado, ao longo de todos esses anos do Diálogo no Escuro em todo o mundo, que o encontro com os deficientes visuais em um ambiente favorável a eles possui um grande impacto e é capaz de despertar nos visitantes o entendimento da deficiência, da diversidade e dos limites de cada um.
As pessoas com deficiências são percebidas e valorizadas de uma nova forma e não são definidas pelas suas dificuldades. A deficiência também gera potenciais, sobre os quais o visitante pode conversar e trocar opiniões durante a exposição de uma forma lúdica, não dogmática, divertida e aberta. A exposição é um lugar de aprendizagem social para a aceitação da diferença. Uma possibilidade para um maior respeito e uma maior tolerância nas relações entre pessoas diferentes e com as minorias.
Porque a mostra é ao mesmo tempo lúdica e instigante, os visitantes têm um interesse espontâneo pelo tema da deficiência, que costuma ser abordado somente de forma teórica e, muitas vezes, pouco eficaz.
Esta vivência torna-se um exercício de alteridade, onde o visitante tem a oportunidade de colocar-se no lugar do outro, numa relação de valorização, identidade e diálogo. Também nos demonstra que a inclusão é possível, necessária e benéfica para todos é a cidadania exercida em seu sentido mais amplo.
A opinião dos visitantes:
Um estudo feito na Alemanha, com o título de “Diálogo no Escuro: Quais são as conseqüências e como elas podem ser comprovadas”, apresenta números significativos sobre as impressões do público sobre a exposição.
A pesquisa revela que 98% dos visitantes deixam espontaneamente comentários positivos na saída da exposição. Além disso, 39% dos visitantes demonstram-se sensibilizados com o tema da cegueira, 46% passam a saber mais sobre os cegos e 15% criam por eles uma admiração. Além disso, 40% das pessoas afirmam querer voltar e 18% pensam em recomendá-la a alguém.
A capacidade de geração de informação e de mudança de perspectiva é incomum em exposições desse tipo.
O público que participou ao estudo alemão afirma que mesmo depois de cinco anos, a visita ao Diálogo continua a ser lembrada como algo significativo.
Tais resultados demonstram que a exposição não somente diverte, fazendo com que as pessoas queiram repetir a experiência, mas também educa de forma instintiva, gerando interesse, tolerância e compreensão da deficiência.
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